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Horário de verão chega ao fim com uma economia estimada de R$ 147 milhões

Foram quatro meses desfrutando de um pouco mais de sol, esticando as atividades até altas horas, com a sensação de um dia mais longo. Tem gente que ama, mas é verdade que também tem gente que odeia. Opiniões à parte, fato é: o horário de verão gera uma bela economia para o país. Dados do Ministério das Minas e Energia revelam que em 2017 a medida possibilitou uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de pico e de 0,5% no consumo nos estados que participam do horário de verão (Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste). A redução equivale, aproximadamente, ao consumo mensal de energia de Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.

Além disso, a estimativa de ganhos com o horário de verão é de R$ 147,5 milhões, que representam o custo evitado em despacho de usinas térmicas, para atendimento à ponta de carga no período de vigência. De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Alves, a mudança tem como objetivo principal a redução no consumo de energia elétrica no horário de pico, das 18 às 21 horas. “O verão é o período que naturalmente demora a anoitecer, o dia é maior. Ou seja, com o horário de verão, é possível aproveitar a luz natural para gerar um melhor aproveitamento da energia”, explica. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade para o país.

Minas Gerais

Minas Gerais também economiza durante o horário de verão
Energia gerada em Minas seria suficiente para abastecer Belo Horizonte, com 1,5 milhão de habitantes, durante nove dias

A Cemig registrou redução no consumo de energia de 0,5% no Estado, o que significa que 108.000 megawatts-hora foram poupados. Essa energia seria suficiente para abastecer Belo Horizonte, com 1,5 milhão de habitantes, durante nove dias.

Durante os 126 dias de vigência do horário de verão, a Cemig registrou ainda uma redução diária de 4% na demanda máxima de energia, ou 350 MW (megawatts).  Em termos de comparação, isso representa a geração de cinco das seis turbinas da Usina Hidrelétrica Três Marias. Essa redução é suficiente para atender, durante todo o período da medida, o pico de carga de uma cidade de 750 mil habitantes, equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas.

Segundo o engenheiro de planejamento energético Wilson Fernandes Lage, da Cemig, a redução da demanda máxima no sistema é o maior benefício do horário de verão, porque alivia o carregamento nas linhas de transmissão, transformadores, sistemas de distribuição e unidades geradoras de energia, aumentando a confiabilidade e a segurança da operação do sistema elétrico, reduzindo assim o risco de ocorrência de desligamentos no Sistema Interligado Nacional.

“Para os consumidores residenciais e comerciais, a economia é percebida na menor utilização da iluminação artificial. Se não houvesse o horário de verão, os consumidores poderiam ter um consumo de até 30 horas a mais por mês com a iluminação artificial”, explica Lage.

Opiniões divididas

Horário de verão pode alterar rotina dos brasileiros
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão 2017/2018 começa no dia 15 de outubro.

De um lado, os que comemoram por ter uma hora a mais de sol por dia, do outro, aqueles que reclamam da imposição de ter que adaptar a rotina duas vezes ao ano – sabe-se que o corpo humano leva ao menos 14 dias para se acostumar com o horário de verão e, enquanto isso não ocorre, problemas como falta de atenção, de memória e sono fragmentado podem ocorrer.

Desde que o horário de verão passou a ter caráter permanente no Brasil, em 2008, ele gera muitas controvérsias entre os brasileiros. Para Luciano Vinti, engenheiro e sócio da Solsist Energia, o horário de verão é muito válido. “Apesar da grande maioria da população não gostar da medida devido às mudanças provocadas, como ter que acordar ‘ainda no escuro’ os benefícios econômicos são realmente bem significativos. Além da segurança do setor elétrico que aumenta durante este período”.

No mundo, o horário diferenciado é adotado em 70 países – atingindo cerca de um quarto da população mundial. No Brasil, foi usado pela primeira vez durante a gestão de Getúlio Vargas, em 1931 e 1932, mas só passou a ser adotado sem interrupções a partir de 1985, sendo regulamentado por decreto-lei apenas em 2008, no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o horário de verão 2017/2018 começa no dia 15 de outubro.

E você, é a favor ou contra o horário de verão? Compartilhe com a gente a sua opinião! Agora, se você não é contra e nem a favor, e se preocupa mesmo é com economia, essa pode ser uma boa hora para investir em um sistema de energia solar fotovoltaica. Que tal discutir a ideia com a gente? Estamos à sua disposição em nossas redes sociais, pelos telefones: (31)3477-7714 | (31) 4042-0255 e através do email: contato@solsistenergia.com.br.

Com informações da Agência Brasil, Cemig e G1.

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