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Geração distribuída: saiba mais sobre o assunto e aposte na ideia

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Mesmo o Brasil tendo ultrapassado rapidamente o número de conexões de micro e minigeração de energia em um ano – são 5.040 conexões em 2016, contra as 1.148 registradas em setembro de 2015, representando uma potência instalada de 47.934 KW – muitas dúvidas a respeito do assunto ainda pairam sob as cabeças dos brasileiros. Você, por exemplo, saberia dizer o que é geração distribuída? Nesta matéria explicamos os conceitos básicos sobre o tema e apresentamos algumas curiosidades de como funciona a geração distribuída pelo mundo.

Desde abril de 2012, com a criação do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e fornecer o excedente para a rede da sua concessionária de distribuição. Essa geração, conectada à rede por meio de unidades consumidoras, é denominada microgeração distribuída (potência instalada de até 75 kW) ou minigeração distribuída (potência superior a 75 kW e até 3MW para fonte hídrica e 5 MW para demais fontes renováveis).

Tanto o sistema de compensação quanto as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição foram estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na Resolução Normativa nº 482/2012, regulamento que possibilitou o avanço nas relações entre o consumidor e sua distribuidora e conjuga inovação tecnológica, economia financeira, consciência socioambiental e sustentabilidade.

Com o objetivo de reduzir barreiras existentes à implantação da geração distribuída, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012. As novas regras, que começaram a valer em março deste ano, estabelecem quatro formas diferentes de configuração para utilização da energia gerada pela micro ou minigeração distribuída: uso no local, autoconsumo remoto, empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras e geração compartilhada.

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As duas primeiras configurações (uso local e autoconsumo remoto) consistem, respectivamente, na geração de energia elétrica na mesma unidade consumidora onde os créditos serão utilizados para abater o consumo e na utilização de créditos excedentes de uma determinada unidade consumidora em outra instalação do mesmo titular (mesmo CPF ou mesmo CNPJ).

Uma terceira forma de participação no Sistema de Compensação se dá em empreendimentos com múltiplas unidades consumidoras pela instalação de micro ou minigeração num condomínio com rateio dos créditos entre os condôminos em porcentagens previamente definidas pelo próprio condomínio.

A quarta e última possibilidade de arranjo para participação é por meio da geração compartilhada. Nesse esquema, um grupo de consumidores de uma determinada área de concessão pode se reunir em um consórcio ou cooperativa, instalar uma micro ou minigeração distribuída em nome desse consórcio/cooperativa e repartir os créditos de energia entre todos os associados para redução de suas faturas.

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Sistemas fotovoltaicos

No Brasil a fonte mais utilizada pelos consumidores-geradores é a solar com 4.955 adesões, seguida da eólica com 39 instalações. Acompanhe gráfico com o número de conexões por fonte e tabela que apresenta a potência instalada desses geradores em quilowatts (kW).

O estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (1.226 conexões), segundo dados apontados pela ANEEL. A Cemig atingiu, em agosto deste ano, o expressivo número de 1.074 clientes micro e minigeradores de energia elétrica, consolidando-se como a distribuidora com mais ligações dessa categoria, representando uma potência instalada de 7,7 MWp. Em seguida está São Paulo com 711 conexões e Rio Grande do Sul (564). Acompanhe aqui!

O principal meio para esse tipo de geração tem sido os módulos fotovoltaicos que convertem a energia da luz do sol em energia elétrica. Como já explicamos nesta matéria (http://bit.ly/2eJlbFm).

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A geração de energia perto do local de consumo traz uma série de vantagens, tais como redução dos gastos dos consumidores, economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica. A expansão da geração distribuída beneficia o consumidor-gerador, a economia do país e os demais consumidores, pois os benefícios se estendem a todo o sistema elétrico.

Para quem deseja entender melhor como funciona todo o processo de energia distribuída a ANEEL disponibiliza em seu portal várias cartilhas educativas, como: caderno temático micro e minigeração distribuída – 2ª edição, guia de microgeradores fotovoltaicos, guia de microgeradores eólicos, guia de perguntas e respostas e muito mais. Não deixe de acessar!

Curiosidade: geração distribuída fotovoltaica no mundo

Seja pela diversificação da matriz energética, domínio da tecnologia ou busca por minimização dos impactos ambientais provindos de fontes não sustentáveis, a geração distribuída vem se consolidando no mundo como uma das formas mais inteligentes de se produzir energia:

Japão

1994 – Instituiu o programa 70.000 telhados solares;

US$ 457 Milhões  em investimentos no programa;

Redução fiscal para a indústria solar;

Subsídios para o financiamento de energia solar;

Resultados: Aumento de 15 MW em 1993 para 127 MW em 2001.

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Alemanha

1991 – Instituição da Lei Feed–in–Law;

Venda de energia provinda de geração distribuída: A concessionária é obrigada a comprar toda energia gerada pelos sistemas fotovoltaicos, pagando uma tarifa prêmio por essa energia;

1991 a 1995 – Instituição do Programa 1.000 telhados fotovoltaicos oferecendo uma subvenção de 70% do custo inicial de instalação do projeto;

1999 – “100.000 Roofs Solar Programme” – Programa do governo objetivando a instalação de 10.000 telhados solares contando com financiamento de 0% de juros e 10 anos para o financiamento;

Resultados: Consolidação da Alemanha como a maior referência em fomento a geração de energia solar fotovoltaica mundial.

 

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EUA

2006: Programa do estado da Califórnia, chamado “Million Solar Roofs Plan”, ou seja, um programa para instalação de sistemas fotovoltaicos em um milhão de telhados, totalizando 18GWp de potência até 2018;

2008: Departamento de energia do governo estadunidense anunciou um investimento de US$17,6 milhões em seis companhias de energia, de forma a tornar a energia fotovoltaica competitiva através do desenvolvimento tecnológico;

Incentivos fiscais e financiamentos: 40 estados já aderiram o sistema de net metering. Taxas de financiamentos mais baixas para sistemas fotovoltaicos e deduções de impostos estão entre as políticas de incentivo adotadas pelo governo para o desenvolvimento da fonte;

VOS – No estado de Minnesota, aplica-se o Value of Solar (ou VOS), o qual é capaz de precificar todos os benefícios socioambientais da geração solar distribuída fazendo com que os consumidores possam vender essa energia a esse preço (maior que o preço retail) a distribuidora;

Resultados: Os EUA já possui um mercado consolidado em geração distribuída. Para os consumidores novos produtos financeiros estão se popularizando em formatos de PPA ou leasing, visando trazer aos clientes economia imediata através da energia solar (savings from day one). Estão previstos 30.000 novos postos de empregos nos EUA em geração distribuída de energia para ainda este ano.

 

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*Com informações da Aneel e FGV Energia.
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