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Energia renovável é mais do que alternativa

Muitas vezes chamada de alternativa, a energia renovável está longe de ser apenas uma opção de poucos. Cada vez mais relevante na matriz energética, fontes como a eólica e a solar vêm crescendo. E assim deixam de ser apenas uma simples geração complementar. O diretor da Siclo Consultoria em Energia Plinio Milano atesta que a onda da energia renovável veio para ficar. “A fonte de geração limpa é uma necessidade mundial.”

Não há dúvidas, segundo o consultor, que, nos próximos anos, haverá um crescimento constante no uso dessa solução. Esse cenário não significa necessariamente a interrupção total da utilização dos recursos fósseis, como o gás natural ou o carvão. Mas Milano salienta que esse tipo de geração terá que se adaptar a um sistema de menor impacto ambiental. Será necessário utilizar mais e melhores dispositivos que mitiguem as emissões.

O custo de energias como a eólica e a solar ainda não se equivale ao da geração de uma grande hidrelétrica, por exemplo. Entretanto, o diretor da Siclo acredita que está se encaminhando para isso. Entre os fatores que contribuirão para esse panorama de preços mais módicos estão o desenvolvimento de tecnologia e a fabricação em escala de equipamentos.

Os aerogeradores tecnicamente evoluíram, tendo mais potência, e esse fenômeno torna a energia mais barata. “Em uma torre, em que antes gerava-se 2 MW, agora gera-se 4 MW”, descreve Milano. O mesmo verifica-se com os painéis fotovoltaicos. O consultor adianta que a tendência no futuro é trocar equipamentos antigos por novos. Em usinas já consolidadas, para conseguir um melhor desempenho. O diretor da Siclo compara essa questão à substituição das lâmpadas incandescentes pelas LEDs. O produto é mais eficiente e aproveita a estrutura já existente.

Milano considera que o grande destaque hoje no País, dentro da área de energia, é a geração fotovoltaica. A produção eólica continua aumentando, mas não tão intensamente como no passado, enquanto a solar vem apresentando um incremento exponencial. Isso porque a geração eólica já tem uma base consolidada na matriz energética brasileira, e a solar é uma fonte “mais jovem”. Milano argumenta que a sociedade cada vez precisa mais de energia.  Essa condição terá que ser vinculada a fontes menos poluentes.

O professor do curso de Energia Elétrica da UniRitter, Felipe Ramos, também acredita que o interesse pela energia renovável é algo duradouro. “É uma questão de tempo para que se tenha mais ligações de geração distribuída”, projeta. A geração distribuída é a produção de eletricidade no local de consumo e tem se difundido muito no Brasil por meio dos painéis fotovoltaicos. Ramos explica que para a instalação de um sistema fotovoltaico é preciso observar a posição solar da residência e se a área do telhado tem espaço para colocar os aparelhos.

Segundo o professor, o sucesso da geração solar não significará necessariamente a limitação da eólica. Isso porque as duas fontes podem crescer paralelamente. Ramos argumenta que a eólica, para empreendimentos de pequeno porte e em regiões metropolitanas, não tem uma eficiência tão grande. Porém, essa energia tem um bom potencial a partir de complexos de maior envergadura, os famosos parques eólicos.

Micro e minigeração ganham espaço no País

Uma das vantagens para difusão das fontes renováveis, em particular a solar, é a possibilidade de vários agentes utilizarem esse recurso. Nesse sentido, há o conceito da micro e minigeração de energia. Nesse caso, praticado por pequenos geradores (baixa tensão, como residências e comércios) por meio de dispositivos como painéis fotovoltaicos. Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essa categoria de produtores de eletricidade já tem mais de 10 mil instalações no País.

De acordo com dados coletados até meados de maio deste ano, o estado com o maior número de micro e minigeradores é Minas Gerais (2.225 conexões). Depois está São Paulo (2.094) e Rio Grande do Sul (1.096). O vendedor técnico da Fronius Denilson Tinim cita que, segundo a Aneel, em 2024, serão 1 milhão de instalações. “E, até agora, as projeções da agência vêm se confirmando”, destaca.

A Fronius é fabricante de inversores, um dos principais dispositivos dos painéis fotovoltaicos, responsável pelo fluxo de energia entre a residência ou estabelecimento e a rede elétrica. Entre 2015 e 2016, obteve crescimento de 160% na venda de inversores. A projeção é que o resultado dobre em 2017 em relação ao ano passado. Um dos benefícios da geração fotovoltaica é que os equipamentos podem ser instalados nos telhados das residências, fábricas ou estabelecimentos comerciais.

Essa característica abre oportunidades para o aproveitamento desse sistema.  Mais do que a fonte eólica, que precisa de uma estrutura complexa. Tinim diz que o número expressivo de sistemas fotovoltaicos instalados no Estado se deve ao enorme número de empresas que comercializam essas soluções e às elevadas tarifas cobradas pelas concessionárias locais.

A matéria completa você confere em: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/06/cadernos/empresas_e_negocios/566903-energia-renovavel-e-mais-do-que-alternativa.html

Fonte: Jornal do Comércio

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