fbpx Skip to main content

Comércio investe em energia solar para cortar despesas

A conta de energia elétrica é um custo significativo dos estabelecimentos comerciais e dos prestadores de serviços. Reduzir ao máximo essa despesa é um exercício financeiro constante do empreendedor. De uns tempos para cá, esse encargo está sendo aliviado devido ao investimento no aproveitamento da energia gerada pela luz do sol.

Conforme dados divulgados pela Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil atingiu em 2018 a marca histórica de 300 megawatts (MW) de potência instalada em sistemas de geração e minigeração distribuída de energia solar fotovoltaica. Trata-se da energia gerada em painéis instalados em telhados de residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Em se tratando do comércio e da prestação de serviços, o crescimento da geração e consumo da energia solar é impressionante. De acordo com a associação, a potência instalada do setor, que era de 72MW no fim de 2017, chegou a 132MW no ano passado. Considerando que a potência instalada no segmento em 2016 era de apenas 24MW, chega-se ao impressionante índice de aumento de 450% em dois anos.

Os consumidores dos setores de comércio e serviços aquecem a economia na liderança do uso da energia solar fotovoltaica, com 44% da potência instalada no País, seguidos por consumidores residenciais (38%), indústrias (8,4%), consumidores rurais (5,6%) e poder público (3,5%). Além do alívio na conta de luz, os investimentos também são favorecidos por linhas de financiamento a longo prazo, voltadas para a instalação das miniusinas solares.

TERRA DO CALÇADO INFANTIL

Em Birigui, o uso da energia limpa atraiu a atenção do empresário Mauricio Pazian, dono de uma loja de confecção. Ele montou uma miniusina com 92 painéis fotovoltaicos para suprir a demanda de seu estabelecimento. “Em vez de pagar a mensalidade para a concessionária de energia, economizo o dinheiro, que vai para o meu negócio”, comenta Pazian. A previsão do empreendedor é reaver o investimento em quatro anos.

Na confecção, a redução de gastos gira em torno de R$ 2 mil ao mês. No caso da escola de cursos profissionalizantes do empresário Décio Marchi Junior, a economia mensal proporcionada pelo sistema de 84 placas, com potência instaladas de 23.530Wp, é de R$ 1,6 mil. “É uma economia e tanto, que faz toda a diferença para o empreendimento”, afirma Marchi Junior. Supre toda a necessidade de energia elétrica da unidade, que conta com diversos equipamentos elétricos e eletrônicos, como computadores e ares-condicionados.

De acordo com o especialista em energia solar, Newton Koeke, dono de uma empresa de Birigui que desenvolve projetos e instala sistemas fotovoltaicos, o conjunto fotovoltaico deve ser visto como um investimento muito interessante: além da economia na conta de energia elétrica dura mais de 25 anos e valoriza, recuperando o investimento entre 4 e 6 anos em sistemas comerciais e residenciais.

“É importante lembrar ao empresário que o preço do sistema caiu bastante nos últimos anos, e que a conta de energia subiu muito nos últimos dois anos. Atualmente, existem diversas linhas de financiamento que facilitam a aquisição, como as do BNDES, Caixa, Banco do Brasil e Santander, que, em alguns casos, têm juros de 7,5% ao ano, e parcelam o pagamento em até 240 meses”, afirma Koeke.

CORTE DE GASTOS

Newton Koeke ressalta que essas instalações viraram uma importante alternativa de redução de despesas e de melhoria dos lucros para comerciantes e prestadores de serviços. “É fato que o comércio, assim como o setor de serviços, tem a energia elétrica como um dos seus maiores gastos operacionais. Assim, a energia fotovoltaica alivia esse custo e contribui para o planejamento financeiro das empresas”.

Ele lembra ainda que a cada ano o aumento da tarifa da energia elétrica tem ficado acima da inflação, o que torna o investimento na energia solar ainda mais atrativo. “Esse gasto pesa no bolso do empresário. E o fato é que o uso da energia solar permite economia muitas vezes superior a 90%”, garante.

A análise do especialista é respaldada pelo presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, que destaca que, além do ganho financeiro, a energia oriunda do sol agrega valor aos negócios por ser uma energia limpa e não causar impactos à natureza. “O investimento contribui para a melhoria da qualidade do meio ambiente, fator que interfere na decisão dos consumidores na hora de comprar e contratar serviços. Então, a energia solar traz para os empresários o valor do posicionamento de sua marca junto ao consumidor, mostrando sua preocupação com a sustentabilidade”, diz o presidente da Absolar.

fonte: Folha da Região

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: