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2017: conheça alguns dos principais projetos para o setor de energia solar no Brasil e no mundo

Como falamos em nosso último artigo, 2016 foi um ano de boas energias para nós da Solsist. Desenvolvemos vários projetos fotovoltaicos, realizamos cursos de capacitação e oficializamos valiosas parcerias com fornecedores e fabricantes de diversos estados do Brasil. Ao logo do ano, além de informar você sobre nossas conquistas, também compartilhamos iniciativas inovadoras e importantes para o setor solar no Brasil e no mundo, com perspectivas de serem implementadas neste novo ano que se anuncia. Para relembrar as ações previstas para 2017, vamos aproveitar o espaço de hoje e fazer uma retrospectiva. Nossa torcida vai para a  concretização destas ações e que a energia limpa esteja cada vez mais acessível à população.

Google – A gigante da tecnologia espera adquirir energia renovável o suficiente para cobrir toda a sua operação em 2017. A companhia vai comprar cerca de 2,6 gigawatts de energia eólica e solar, oriundos de 20 usinas, anualmente – o suficiente para cobrir mais de 1 milhão de casas – para abastecer seu escritório, localizado em Mountain View, na Califórnia, e centros de processamento de dados espalhados pelo globo. Atualmente, a empresa é a maior compradora corporativa do mundo de energia limpa.

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Pernambuco – Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir de 2017. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite. A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre – chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

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Tesla – Elon Musk anunciou recentemente uma linha de telhados solares, além da Powerwall2, uma bateria integrada para casas. Feitos em parceria com a SolarCity (empresa que deve ser comprada pela Tesla em breve), os telhados possuem uma aparência bem diferente dos painéis solares convencionais. São mais sofisticados, duráveis (a promessa é de uma vida útil de 50 anos) e com custos inferiores de instalação em relação ao que é praticado hoje pelo mercado. Já a Powerwall 2, novo brinquedinho da Tesla Energy, é capaz de armazenar 14 kWh de energia e oferecer 5 kW de corrente contínua para uso interno das casas, podendo chegar a picos de até 7 kW se for necessário. As primeiras instalações dos equipamentos estão agendadas para começar em janeiro de 2017 nos EUA e em fevereiro do mesmo ano em alguns países da Europa.

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Amazonas – As reservas extrativistas (Resex) Médio Purus e Ituxi, no Amazonas, deverão contar, a partir de julho de 2017, com energia elétrica de fonte solar fotovoltaica para incrementar a produção. Com a eletricidade, os moradores já planejam ativar uma fábrica de gelo para conservar o pescado e as frutas perecíveis, como o açaí e o cacau, comercializados pela comunidade. Para isso, eles vão dispor de máquina capaz de produzir 90 quilos de gelo por semana.  No início deste mês, cerca de 40 pessoas reuniram-se na Universidade Estadual do Amazonas, em Lábrea, município abrangido pelas duas Resex, para discutir o projeto. Segundo os extrativistas, além de conservar pescado e frutas, as comunidades poderão desfrutar de mais tempo de eletricidade (hoje só têm 3 horas por dia com motor a diesel, mas não todos os dias) para aulas noturnas nas escolas, centros de informática e aumento de captação de água por poço artesiano ou da chuva, com bombeamento e filtração.

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Impulse 2 – não é exatamente um projeto previsto para 2017, mas foi uma das grandes conquistas de 2016. O Solar Impulse 2 aterrizou em julho, em Abu Dhabi, e completou a primeira volta ao mundo, ilustrando os avanços realizados nos últimos anos em matéria de energia solar e os usos potenciais desta fonte renovável. Ao contrário dos seu predecessores, o Solar Impulse 2 é capaz de armazenar energia suficiente nas suas baterias durante o dia para voar toda a noite. Trata-se de um avanço conquistado graças a várias inovações tecnológicas dos industriais associados ao projeto, e potencialmente reproduzíveis. O fabricante químico belga Solvay, por exemplo, desenvolveu baterias que armazenam mais energia sendo mais leves, assim como um material composto que deixa várias partes do avião mais leves. O fabricante americano de painéis solares Sunpower desenvolveu as células fotovoltaicas com rendimento maior que a média. A grande inovação do Solar Impulse “é principalmente o sistema” em seu conjunto, ou seja, a combinação do que gera eletricidade, o que a armazena e os materiais que permitem transportar os passageiros.
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 E você, conhece alguma inicativa bacana no setor de energia limpa prevista para 2017? Compartilhe com a gente neste espaço ou em nosso Facebook e Twitter.

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